Laudo concluiu que Adélio Bispo, que atentou contra a vida de Jair Bolsonaro em setembro do ano passado, tem doença mental e não pode ser responsabilizado criminalmente por seus atos.

Os dois laudos oficiais elaborados por peritos judiciais sobre a sanidade mental de Adélio Bispo, autor da facada contra Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG) em setembro de 2018, têm divergências que motivaram pedido de esclarecimento do Ministério Público Federal.

Foto: divulgação PF
O teor do laudos não foi divulgado porque os procedimentos encontram-se em sigilo de Justiça. O procurador do caso, Marcelo Medina, afirmou que as duas avaliações oficiais apresentam contradições que não foram explicadas pelos peritos nas conclusões dos documentos.

O processo contra Adélio está suspenso até que haja conclusão sobre sua sanidade mental. Três laudos já foram elaborados no caso. O primeiro, um laudo particular apresentado pela defesa, provocou pedido de uma avaliação judicial oficial.

O segundo laudo foi produzido por um psicólogo profissional a pedido dos dois peritos nomeados pela Justiça Federal para a avaliação da sanidade do réu. Esse documento seria um apoio ao terceiro e definitivo laudo judicial, assinado pelos próprios peritos nomeados, que são psiquiatras.

De acordo com Medina, são esses dois últimos documentos – o laudo psicológico e o laudo psiquiátrico – que contêm divergências.

Um dos laudos oficiais diz que Adélio foi diagnosticado com “transtorno delirante permanente paranoide”. Tanto o laudo apresentado pela defesa do agressor quanto o laudo final da Justiça apontam doença mental, mas divergem quanto ao grau.

Caso a insanidade fique comprovada, Adélio poderia se tornar inimputável e cumprir pena em um manicômio judiciário. Segundo o procurador, apesar de a tese de insanidade ser perseguida por muitas defesas, nem sempre ela gera pena benéfica para o réu, que pode ser condenado a passar o resto de sua vida em uma unidade para detentos com problemas mentais.

Adélio está preso atualmente na penitenciária federal de Campo Grande (MS).

Com informações da Gazeta do Povo.

Bottom Ad [Post Page]