O número de mortos após a ruptura de uma barragem na cidade de Brumadinho, em Minas Gerais (MG), subiu neste domingo para 37, confirmaram os bombeiros, que evacuaram moradores de diversas comunidades vizinhas diante do risco de um novo rompimento.
As autoridades de MG chegaram a informar na noite de ontem que havia 40 mortos, mas pouco depois o número foi corrigido para 34, em meio a uma divergência de informações entre as diferentes instituições envolvidas nas operações de busca.
EFE/Antonio Lacerda
Além das 37 vítimas, os bombeiros confirmaram que resgataram 192 pessoas depois que a barragem de uma mina da Vale se rompeu na última sexta-feira e gerou um rio de lama e resíduos que devastou várias comunidades rurais.
As autoridades não informaram o número exato de desaparecidos, mas de acordo com os últimos balanços há entre 250 e 300 pessoas que ainda não foram localizadas desde que ocorreu o desastre.
As buscas foram interrompidas hoje devido ao risco de ruptura de outra barragem no mesmo complexo em Brumadinho.
Alguns habitantes das comunidades de Córrego do Feijão, Tijuco e Parque das Cachoeiras foram evacuados e transferidos a pontos mais altos da região diante da possibilidade de rompimento da barragem VI, que contém entre três e quatro milhões de metros cúbicos de água.
"Fui ao hospital acompanhar um vizinho que estava se sentindo mal do coração e na volta nos disseram que não podíamos passar, mas temos que pegar nossas coisas, temos que pegar nossa menina que está com a avó", disse à Agência Efe Marcos Vinicius Pinto, de 36 anos, que está parado em uma ponte e não consegue chegar ao outro lado, onde fica sua casa, porque as autoridades restringiram o acesso à área.
A Vale, proprietária da barragem, confirmou em comunicado que os alarmes soaram no início da manhã na região da Mina Córrego do Feijão ao detectar "aumento dos níveis de água" no reservatório situado em Brumadinho.
Fonte: Agência EFE

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