Diagnóstico e Manejo Clínico da Tuberculose é o tema do seminário que a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) vai promover nos dias 14 e 15/8, no auditório do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste.

O público alvo prioritário é representado por médicos e enfermeiros que atuam na assistência direta às pessoas com tuberculose na rede municipal, mas o seminário contará ainda com a participação de profissionais da rede estadual, rede privada e dos municípios de São Sebastião do Uatumã, Novo Airão, Itacoatiara, Manacapuru, Itapiranga, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva e Careiro da Várzea.

O secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi, explica que o seminário faz parte das ações de execução do plano nacional pelo fim da tuberculose como problema de saúde pública, fortalecendo a qualificação dos profissionais que atuam no diagnóstico da doença e no tratamento dos pacientes.

“O Ministério da Saúde está lançando o novo manual de recomendações para Controle da Tuberculose no Brasil e vem apoiando a realização do seminário nas capitais brasileiras. O objetivo é repassar aos profissionais informações atualizadas sobre o diagnóstico e o tratamento”, informa Magaldi.

O seminário será dividido em cinco módulos abordando os temas: Busca ativa de casos suspeitos; Busca passiva: Diagnóstico: Competências dos níveis de atenção; Tratamento; Tratamento diretamente observado; Acompanhamento; Avaliação de contatos; Infecção latente da tuberculose (ILTB); Tratamento da ILTB; Tuberculose e comorbidades; Falência do Tratamento; Resistência; Transmissão da Doença e Controle da Infecção.

De acordo com a chefe do Núcleo de Controle da Tuberculose da Semsa, enfermeira Dinah Carvalho Cordeiro, em 2017 foram diagnosticados 1.414 casos novos de tuberculose pulmonar com confirmação laboratorial, sendo esses os casos que prioritariamente devem ser atendidos na atenção primária.

“Desse total, a Semsa acompanhou, aproximadamente, 80%, o que corresponde a 1.098 casos. Os demais casos são atendidos na Policlínica Cardoso Fontes, que realiza o atendimento a pacientes que apresentam resistência aos antibióticos ou tuberculose associada a outras comorbidades, e na Fundação de Medicina Tropical, onde são acompanhados os pacientes com tuberculose associada ao HIV”, informa Dinah, ressaltando que ano passado o número total de casos novos de todas as formas da doença foi de 2.270.

Em relação ao diagnóstico, a enfermeira lembra que a rede municipal de saúde tem ampliado a oferta e realização de exames. Um dos avanços foi a implantação do Teste Rápido Molecular, que qualifica o diagnóstico para tuberculose identificando casos de resistência do organismo do paciente aos medicamentos utilizados e indicando o tratamento mais adequado. Em 2014, quando o Teste Rápido foi implantado na rede municipal, foram realizados 1.992 exames. Em 2017, o número de exames chegou a 9.850.

“Este ano, a Semsa já realizou 6.345 testes rápidos para tuberculose. O importante é que o avanço no diagnóstico tem reflexo positivo no tratamento e cura dos pacientes, permitindo a quebra da cadeia de transmissão da doença e, assim, reduzindo os casos de tuberculose”, afirma a enfermeira.

Doença

A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada pelo bacilo de Koch, que afeta prioritariamente os pulmões. O principal sintoma é a tosse. Ao falar, espirrar e, principalmente, ao tossir, as pessoas com tuberculose ativa lançam no ar partículas em forma de aerossóis que contêm bacilos.

A recomendação é que toda pessoa com tosse por três semanas ou mais seja examinado. Outros sintomas são febre vespertina, sudorese noturna, emagrecimento e cansaço/fadiga.

Para o diagnóstico da tuberculose são utilizados exames como a baciloscopia (exame de escarro), teste rápido molecular para tuberculose, cultura para micobactéria e exames de imagem. A rede municipal de saúde dispõe de 97 postos de coleta de material para o exame de escarro.

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