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Policlínica realiza 536 consultas em uma semana durante ação de combate à hanseníase

Em cinco dias, a Policlínica Codajás, unidade da Secretaria de Estado de Saúde (Susam), realizou 536 consultas para o diagnóstico de hanseníase. A ação foi motivada pela campanha ‘Janeiro Roxo’, mobilização mundial realizada durante o mês de janeiro cujo objetivo é alertar sobre a importância do diagnóstico precoce para o tratamento da doença. Do total de consultas, 27 casos foram considerados suspeitos e farão exames mais específicos para confirmar o diagnóstico. Os números foram divulgados pela diretora da unidade de saúde, Shaira Castro do Vale.
FOTO: Vitor Souza/Susam
“Entre os usuários que fizeram os exames de pele, identificamos alguns casos suspeitos de hanseníase e estes já tiveram as consultas marcadas para fechamento de diagnóstico. Caso o resultado seja positivo, os pacientes serão encaminhados para atendimento na unidade de referência mais próxima ao seu domicílio. Os casos não suspeitos de hanseníase, porém apontados como graves problemas dermatológicos, somam 205 pacientes, que também já tiveram os retornos agendados para dar continuidade ao tratamento”, disse a diretora.
A oferta de consultas sem agendamento na policlínica teve como finalidade alertar a população quanto à importância do diagnóstico precoce e tratamento da doença. Apesar da pouca prevalência, ainda são registrados casos no estado.  Segundo a Fundação Alfredo da Matta (FUAM), foram 370 em 2018.
Os atendimentos foram realizados entre os dias 7 e 11 de janeiro e os casos suspeitos foram agendados para a realização de exames. Os pacientes atendidos pela policlínica e que estavam aguardando pela mesma consulta em outras unidades serão retirados dos registros do Sistema Nacional de Regulação (SISREG).
Durante a semana de atendimentos, palestras de médicos dermatologistas e especialistas da área também foram realizadas na Policlínica Codajás.
Atendimento especializado - No Amazonas, o tratamento da hanseníase tem como porta de entrada a rede básica do Sistema Único de Saúde (SUS). Os testes para diagnóstico são feitos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), e o tratamento é realizado tanto nas UBSs quanto nas unidades de referência, como a Fundação Alfredo da Matta (FUAM).
Sintomas - Ao surgimento de sintomas, como manchas pelo corpo, é fundamental que o paciente desconfie e procure atendimento. Pele seca, queda de pelos, falta de suor, perda de sensibilidade, formigamento, perda da força dos músculos das mãos, pés e face, emagrecimento, dor, sensação de choque nos braços e pernas, também são sinais de alerta.
Hanseníase no país - Segundo a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), o Brasil é o segundo país com maior número de registros da doença, atrás apenas da Índia. A hanseníase é uma doença infectocontagiosa crônica, e a transmissão acontece por meio das vias respiratórias, tosse ou espirros emitidos por uma pessoa contaminada e por contato prolongado.
Não se transmite a hanseníase por meio de copos, pratos, talheres, apertos de mão, abraço, beijo, aleitamento materno, doação de sangue, picada de inseto, relação sexual ou gravidez. Atualmente, não há necessidade de isolamento dos indivíduos acometidos pela doença.