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Susam realiza nas maternidades programação de combate à violência obstétrica

A Secretaria de Secretaria de Estado de Saúde (Susam) realiza, a partir desta segunda-feira (26/11), rodas de conversas pelo fim da violência obstétrica e humanização do parto, nas oito maternidades da capital. As atividades fazem parte da programação dos “16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher”, que acontece em todo o território nacional e que conta com a participação do Governo do Amazonas, através da Susam, das Secretarias de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Executiva de Políticas para as Mulheres (SEPM), de Cultura (SEC), Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim) e do Comitê de Combate à Violência Obstétrica.

Foto: Divulgação
A abertura da programação aconteceu neste domingo, no anfiteatro da Ponta Negra, e contou com a participação de todos os órgãos que integram o Comitê de Combate à Violência Obstétrica:  Susam, Ministérios Público Federal (MPF) e Estadual (MPE), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), as Secretarias de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), Segurança Pública (SSP), Defensoria Pública do Estado (DPE), Conselho Regional de Enfermagem (Coren), Conselho Estadual de Direitos da Mulher (Cedim), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) e Unicef.

A abertura da campanha, neste domingo, teve a participação de profissionais da saúde e artistas circenses e distribuição de conteúdo informativo produzido pela Susam e os órgãos que integram o comitê estadual. A partir dessa segunda-feira, iniciam as rodas de conversa sobre violência obstétrica nas oito maternidades da capital. A programação será pela manhã, de 9h às 11h e à tarde, de 14h30 às 16h30, nas maternidades do Alvorada, Ana Braga, Balbina Mestrinho e Instituto da Mulher, Azilda Marreiro, Chapot Prevost, Nazira Daou e Moura Tapajós.

As atividades seguem na terça (27/11), na Praça Heliodoro Balbi, das 17h as 19h, com distribuição de folders e apresentação do Grupo de Maracatu Baque Mulher. No dia seguinte (28/11), haverá a aula magna, proferida pela a doutora Maíra Tekemoto, sobre violência obstétrica e evidencias científicas, no Palacete Provincial, com abertura do Grupo Musical Nhambé e show de encerramento com a cantora Cinara Nery.

Trabalho sistemático – De acordo com a coordenadora estadual da Rede Cegonha, da Susam, Luena Xerez, durante todo o ano, a secretaria, em parceria com o comitê,  realiza um trabalho sistemático com profissionais das maternidades, voltado para a conscientização e combate à violência obstétrica, além de estar trabalhando junto ao comitê na implantação do  Plano Estadual de Enfrentamento à Violência Obstétrica.  “É realizado um trabalho com as ouvidorias das unidades de saúde, para identificar os casos, acolher as pacientes e receber a denúncia, além de encontros para discutir o tema, com as equipes das maternidades que disponibilizam materiais informativos com exemplos e conceitos de violência obstétrica, além de informar sobre os canais onde podem ser feitas denúncias para as pacientes internadas.” Explicou.

“Violência obstétrica é todo ato de violência cometido durante a gestação, no atendimento de pré-natal ou na hora do parto. Uma ofensa com palavras, um procedimento sem consentimento da paciente, um olhar de reprovação, estão entre os atos que configuram violência obstétrica e muitas pessoas nem tem consciência disso”, explica Luena Xerez.

A coordenadora também destaca que a violência pode ser cometida por qualquer profissional dentro das unidades de saúde. “Desde o atendimento dado pelas pessoas da recepção até os médicos, enfermeiros, todos precisam acolher essa mulher bem e de forma satisfatória. Muitas das vezes, pela falta de informação, pacientes e profissionais acabam não percebendo quando são vítimas e autores de violência obstétrica”, destaca Luena Xerez.

Plano Estadual – Ainda conforme Luana Xerez,  está em vias de execução pelo comitê a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no qual está inserido a implantação do Plano Estadual de Enfrentamento à Violência Obstétrica. “São ações para melhorar o amparo das mulheres nas unidades de saúde estaduais, reajustar a atenção ao parto na capital e descentralizar as unidades neonatais para o interior do estado”.

“Construímos o Termo de Ajustamento de Conduta para ser assinado ainda nesse governo. É um plano de ação com 10 anos de duração, que possui o objetivo de reajustar a atenção ao parto, à previsão para assinar no final dos 16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra a Mulher”, afirmou Luena Xerez.

Dentre as ações do Termo já se incluem a reforma do Centro de Parto Normal da Balbina Mestrinho, em execução. E a disposição de enfermeiros obstetras durante o parto, em todas as unidades, como estratégia para redução de violência obstétrica e morte.

Ainda segundo Luena Xerez, toda a estratégia inserida no Plano Estadual e encampada pelo comitê segue as diretrizes do plano nacional do Ministério da Saúde que visa aperfeiçoar a rede de cuidados para assegurar às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e a atenção humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como assegurar às crianças o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis. A estratégia vem sendo implantada gradativamente em todos os estados.

Fonte: Ascom